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SETEMBRO: MÊS DE FALAR UM POUCO SOBRE O MIELOMA MÚLTIPLO

SETEMBRO: MÊS DE FALAR UM POUCO SOBRE O MIELOMA MÚLTIPLO

O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que tem início na medula óssea, onde se origina um “defeito” celular.  Ocorre uma mutação nas células conhecidas como plasmócitos, cuja função é produção de anticorpos (imunoglobulinas). Contudo após essa mutação há produção de proteínas monoclonais que vão gerando danos em todo o organismo.

Esta doença ocorre geralmente em pessoas acima de 50 anos, igualmente em ambos os sexos e sem fatores de risco bem estabelecidos. Não existem exames de rastreio para esta patologia

Os plasmócitos defeituosos podem se acumular dentro ou fora da medula óssea. Isto pode prejudicar a produção adequada das outras células sanguíneas e danificar a estrutura óssea.Quando a doença produz dano, dentro e fora do osso, chamamos esta condição clínica de mieloma múltiplo.

A principal função dos plasmócitos é a produção de anticorpos (imunoglobulinas), responsáveis por parte de nossa imunidade contra infecções. A produção de proteínas monoclonais por plasmócitos aberrantes pode ser detectada no sangue e/ou na urina e sua quantificação reveste-se de importância pois pode danificar a função renal.

Alguns pacientes acometidos por esta doença podem não ter sintomas ou ainda apresentar sintomas inespecíficos como fadiga, perda de peso, dores ósseas persistentes, retenção de líquidos, espuma na urina,perda de apetite, constipação intestinal, fraturas espontâneas e predisposição a infecções.

O diagnóstico da doença é baseado na história clínica, exame físico e exames complementares específicos (sangue, urina, imagens) além da realização de biópsia de medula óssea/mielograma (coleta de fragmento da medula óssea sob anestesia local pelo hematologista) e cariótipo. O principal aliado ao diagnóstico é pensar na possibilidade do mesmo mediante a manifestações clínicas sugestivas, principalmente se persistentes e realizar exames para correta identificação da doença. Não é incomum o encontro de pacientes que perambularam por meses em busca de diagnóstico e tratamento para dores ósseas progressivas e debilitantes, associadas ou nao a fraturas espontâneas, anemia e perda de peso. O exame radiográfico simples de partes específicas do esqueleto pode ser inocente ou com achados inespecíficos não condizentes com a intensidade da dor óssea, motivando ao prosseguimento da investigação.As lesões líticas ósseas são  características do mieloma e aparecem como lesões destrutivas da cortical de ossos longos ( fêmur, úmero) ou da porção lateral dos corpos vertebrais ( pedículos), não aparecendo em cintilografia óssea ou densitometria. Os exames tomográficos ou a ressonância de determinados seguimentos do esqueleto podem identificar melhor tais lesões.

Com os avanços da ciência, temos importantes opções de tratamento que possibilitam ao paciente viver mais e com qualidade. As modalidades a serem usadas isoladamente ou em associação cabem ao planejamento terapêutico estabelecido pelo onco hematologista e englobam quimioterapia, imunomoduladores, inibidores de proteassoma, imunoterapia, bifosfonatos inibidores de osteólise), radioterapia localizada anti-álgica e transplante de medula óssea. O envolvimento de equipe interdisciplinar é fundamental para controle dos efeitos colaterais físicos, psíquicos e sociais do tratamento. A comunicação permanente e discussão de casos interdisciplinarmente com o clínico geral, ortopedista, reumatologista, geriatra, neurologista e neurocirurgião e a equipe da onco-hematologia facilita a suspeita diagnóstica e pronto início do tratamento. O envolvimento do Clínico da dor e do radioterapeuta nesta equipe completa a interface do atendimento humano e tecnicamente comprometido.

DraTatyeneNehrer

Oncologista Clínica Solus

DraPaulla Rayane Utsch

Hematologista Clínica Solus

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