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Cuidados Paliativos: um direito de todos

Cuidados Paliativos: um direito de todos

O Dia Mundial de Cuidados Paliativos é uma data de ação unificada para comemorar e apoiar os Cuidados Paliativos em todo o mundo. A celebração ocorre no segundo sábado de outubro de cada ano, e este ano é no dia 12 de outubro. Todo ano a The Worldwide Hospice Palliative Care Alliance (WHPCA), organização internacional não governamental que se concentra no desenvolvimento dos Cuidados Paliativos e Hospices no mundo, elege um tema para a campanha, o tema deste ano é “Meu Cuidado. Meu Direito “.

O tema escolhido visa chamar atenção para o direito que todas as pessoas com uma doença grave têm de receber o atendimento de Cuidados Paliativos adequados dentro da política pública de saúde, e a necessidade de priorizar o financiamento de cuidados paliativos na Cobertura Universal de Saúde.

E o que é esse tal de Cuidado Paliativo?

Proteger. Esse é o significado de paliar, derivado do latim pallium, termo que nomeia o manto que os cavaleiros usavam para se proteger das tempestades pelos caminhos que percorriam. Proteger alguém é uma forma de cuidado, tendo como objetivo amenizar a dor e o sofrimento sejam eles de origem física, psicológica, social ou espiritual. Por esse motivo, quando ouvir que você ou alguém que conhece é elegível a Cuidados Paliativos, não há o que temer.

Dessa forma, A missão dos Cuidados Paliativos é aliviar o sofrimento causado por uma doença grave e promover a qualidade de vida, tanto do paciente quanto de seus familiares. Além dos sintomas físicos, o sofrimento se manifesta de diversas formas, há questões psicológicas, espirituais e até sociais que deverão ser tratadas Para tal é necessária uma equipe formada por profissionais de várias áreas: médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes espirituais, sociais e outros especialistas, que estão a postos para ajudar nas necessidades específicas dessa fase da vida.

A doença grave leva muito mais do que apenas a saúde: ela leva a autonomia, a independência e a identidade. Quando o paciente se percebe inteiro, com sua essência intacta, ciente de que é muito mais do que a doença, fica menos difícil encontrar coragem e confiança para encarar a situação.

Importante ressaltar que receber Cuidados Paliativos não significa que não há mais possibilidade de cura para a doença. Se houver tratamento, ele será feito. São medidas complementares, que auxiliam no enfrentamento da doença, de maneiras diferentes. Por isso é importante que os Cuidados Paliativos sejam incorporados o quanto antes, se possível desde o diagnóstico. Quando não há mais possibilidade de cura, o indivíduo continua sendo assistido em suas diversas necessidades. O objetivo é assegurar que o paciente viva ativamente até o final, da melhor forma possível, com um controle técnico, cientifico do controle dos sintomas, recebendo acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, nem apressando nem adiando a morte.

Os Cuidados Paliativos podem transformar o desenrolar e o desfecho da doença, ao restaurar e resgatar a autonomia e a dignidade do paciente e de seus familiares.

Fonte:

https://www.paliar.com.br/cuidados-paliativos

https://paliativo.org.br/cuidados-paliativos/dia-mundial-de-cuidados-paliativos-2019/

Dica de leitura:

https://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2015/05/vamos-falar-de-cuidados-paliativos-vers–o-online.pdf

https://issuu.com/dinamoeditora/docs/cartilha_online_final

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