Quimioterapia: por que o Cateter Totalmente Implantado (Port-a-Cath) é um aliado?



É comum que, ao longo do tratamento de quimioterapia em pacientes com câncer, seja indicada a implantação de um Cateter Totalmente Implantado, também chamado de Port-a-Carth.


Ele é um grande aliado no tratamento, uma vez que os remédios usados na quimioterapia têm propriedades consideradas irritantes ou vesicantes.


Ou seja, são mais agressivos que outras medicações e, em caso de extravasamento (quando, por algum motivo, a medicação sai do vaso sanguíneo), podem causar danos à pele do paciente.


Durante este texto nós vamos te mostrar pra quê serve, como funciona e o que é exatamente o Cateter Totalmente Implantado. Confira:


O que é o Cateter Totalmente Implantado?


O Cateter Totalmente Implantado é um dispositivo intravenoso acoplado em um reservatório que fica sob a pele – na região torácica ou na virilha.


A via de acesso mais comum para a realização da quimioterapia é a via endovenosa, onde os medicamentos são administrados pelos vasos sanguíneos.


E o Cateter Totalmente Implantado auxilia na administração desses medicamentos.


Para quê serve o Cateter Totalmente Implantado?


Como falamos acima, os medicamentos quimioterápicos são bastante agressivos e a indicação para o Cateter Totalmente Implantado é uma forma de trazer mais segurança para o tratamento.


Sua localização em uma veia onde o volume e o fluxo de sangue são muito grandes, facilita a diluição dos remédios infundidos.


Além da proteção contra os riscos de incidentes relacionados à infusão, o Cateter Totalmente Implantado dispensa as múltiplas tentativas de punção – as agulhadas –, uma vez que permite fácil acesso pelo profissional.


E ainda reduz o risco de infecção por ser localizado sob a pele.


Como é feita implantação do Cateter Totalmente Implantado?


O procedimento de implantação é realizado por um cirurgião habilitado, em centro cirúrgico sob anestesia local e sedação ou anestesia geral – isso depende da avaliação do médico.


Sua duração pode ser de 30 minutos e uma hora, e o paciente geralmente tem alta no mesmo dia.


O Cateter Totalmente Implantado pode ser utilizado logo após este procedimento.


Como se dá a utilização do Cateter Totalmente Implantado?


A utilização do Cateter Totalmente Implantado é feita após uma punção, realizada por um enfermeiro treinado, com uma agulha específica para este fim, através de uma técnica chamada asséptica, ou seja, estéril.


O uso do Cateter Totalmente Implantado tem como vantagem, também, sua alta durabilidade.


O dispositivo não tem data para ser retirado. Ele pode permanecer no corpo por anos e não compromete as atividades cotidianas, embora seja aconselhável evitar atividades de impacto, como artes marciais, futebol, entre outros.


Afinal, elas podem resultar em pancadas na região do cateter, o que pode ocasionar algum trauma local.


Quais são os riscos do Cateter Totalmente Implantado?


Apesar de possuir muitas vantagens, em raros casos, o Cateter Totalmente Implantado pode apresentar complicações.


Algumas dessas complicações são os sinais de infecção como vermelhidão local, dor, febre, aumento da temperatura da região pericateter, sangramento ou secreção.


Estes sintomas merecem uma atenção especial e devem ser imediatamente investigados pelo seu risco de agravamento.


O primeiro passo a partir da identificação destes sintomas deve ser entrar em contato com seu médico ou enfermeiro para que seja feita uma avaliação e seleção melhor da conduta, que pode variar entre a retirada e implantação de um novo dispositivo, tratamento com antibióticos ou a retirada definitiva, caso o paciente tenha indicação por não precisar mais dele.


Alguns pacientes ainda questionam se há relação entre a piora da doença e a indicação do Cateter Totalmente Implantado. Mas é fato que as duas coisas não tem qualquer relação.


Como já citamos, o Cateter Totalmente Implantado é indicado para trazer mais segurança e comodidade para os pacientes submetidos ao tratamento quimioterápico.


E seus critérios de indicação, geralmente, estão relacionados ao tempo prolongado do tratamento, o tipo de protocolo quimioterápico que pode exigir o dispositivo ou a dificuldade de encontrar veias seguras e satisfatórias para infusão nos braços.


Como proceder com o Cateter Totalmente Implantado após o tratamento quimioterápico?


Após o término do tratamento, alguns cuidados devem ser adotados a fim de manter a permeabilidade e qualidade do dispositivo e, assim, evitar complicações com o Cateter Totalmente Implantado.


Esse cuidado é chamado de heparinização (limpeza do cateter com solução de heparina) e o ideal é que seja realizado de 30 em 30 dias.


A indicação para a retirada do cateter depende da avaliação médica após um período de término de tratamento.


O Cateter Totalmente Implantado vem ganhando visibilidade, principalmente na oncologia, por todas suas funções e vantagens.


Mas é importante lembrar da necessidade de orientação sobre todos os procedimentos de implantação, manuseio e manutenção do dispositivo para os pacientes que recebem esta indicação, bem como seus familiares, para que todos estejam bem esclarecidos.


Em caso de dúvida, sempre busque informações e esclarecimentos com o seu médico ou enfermeiro da equipe que lhe atende.


Vanessa Albuquerque Alvim de Paula

Enfermeira da Solus Oncologia – COREN 478557

R São Sebastião 867 - Juiz de Fora /MG  

Telefone: (32) 3512-3333

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