Como lidar com a saudade durante a quarentena

Atualizado: Abr 7



Apesar de contarmos com a tecnologia, neste momento, de afastamento físico, estamos todos sofrendo de saudade. E o que é esse sentimento tão cantado em versos e prosa por tantos escritores e poetas.



No dicionário, a saudade é descrita como um “sentimento nostálgico provocado pela distância de (algo ou alguém), pela ausência de uma pessoa, coisa e local, ou ocasionado pela vontade de reviver experiências, situações ou momentos já passados”.

Segundo Rubem Alves, “a saudade se parece muito com a fome. A fome também é um vazio. O corpo sabe que alguma coisa está faltando. A fome é saudade do corpo. A saudade é a fome da alma.”.

Existem diversos tipos de saudade. Podemos sentir saudade de um amor da adolescência, um amigo muito querido, uma avó que faleceu a certo tempo, dos momentos de felicidade com nossa família na infância e até de momentos difíceis. Quantas vezes nos pegamos sentindo falta da bronca da mãe ou das “briguinhas” com os irmãos, da rotina.

E você já sentiu saudade daquilo que não aconteceu? A escritora maranhense Ita Portugal diz que sim, “existe saudade daquilo que quase ocorreu; do que a gente sonhou que não realizou; do que ficou pelo caminho por falta de insistência; essa saudade é dolorida e tem gosto indefinido”.

E o que fazemos com esse sentimento? Como “matamos” a saudade ou, como fazer pra saudade não nos “matar”?

Atualmente estamos vivendo um isolamento físico necessário em decorrência de uma pandemia. A saudade tem feito parte dos relatos das pessoas que estão sendo obrigadas a ficar distante de quem se ama, do trabalho, das festas, dos beijos e abraços dados e não dados...Estamos exercitando nossa criatividade e criando maneiras para não “morrer” de saudade.

Algumas dicas: ⦁ Aceite a saudade; ⦁ Fale sobre a saudade; ⦁ Escute uma música que lembre a pessoa ou o momento vivido; ⦁ Reveja fotografias; ⦁ Permita-se chorar de saudade; ⦁ Envie mensagens através das redes sociais, whatsapp, telefone... ⦁ Faça chamadas de vídeo. Ou, se nada disso amenizar sua saudade, faça como uma banda de rock, Soulstripper, do interior paulista, num trecho da música que diz: “O que faço com a saudade? Tem dia que faço besteira. Tem dia que faço caipirinha. Depende muito... Hoje, fiz brigadeiro”. Adriana Paes – Psicóloga CRP 9093 Mestre em Educação

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